Personalidades do Vôlei

Por Onde Anda?

William Carvalho

O ex-jogador William Carvalho leva na sua bagagem uma série de títulos pela seleção masculina. Como levantador e capitão do time brasileiro, conquistou diversos campeonatos e fez parte da geração de prata do vôlei brasileiro na década de 80, na época em que o atual técnico Bernardinho ainda era reserva.

Nascido em São Paulo, William começou a carreira com 13 anos, no Clube de Regatas Tietê. Em 1971, transferiu-se para equipe juvenil do Pirelli. No ano seguinte, foi convocado para a seleção juvenil masculina, campeã do Sul-Americano. Começou a carreira internacional na Argentina, em 73. Ao longo da década de 70, jogou em clubes como o Randi e Aramaçan (Santo André) e o Paoletti (Itália). Disputou os Jogos Pan-Americanos do México (1975) e em San Juan (1979), onde obteve duas medalhas de prata, e o ouro nos Sul-Americanos de 1975, 1977 e 1979.

De volta ao Pirelli, venceu oito campeonatos paulistas seguidos (1981 a 1988). Nas Olimpíadas de 82, fez parte da geração que mudaria o voleibol brasileiro. Conquistou a segunda colocação no Mundial da Argentina (1982), perdendo a final para a fortíssima equipe soviética. O grande momento da carreira de William foi nas Olimpíadas de Los Angeles (EUA), em 1984, quando, ao lado de Renan, Bernard, Xandó, Montanaro, Amauri e Bernardinho, conquistou a inédita medalha de prata, perdendo a final para os Estados Unidos por 3 sets a 0. Participou das Olimpíadas de Montreal (1976), Moscou (1980), Los Angeles (1984) e Seul (1988).

Junto com Montanaro, popularizou o saque Viagem ao Fundo do Mar, para rivalizar com o saque Jornada nas Estrelas de Bernard. Na última Superliga, atuou como técnico da equipe Vôlei Futuro, de Araçatuba.

Como foi o começo? Você pensava em seguir outra profissão?

Eu adorava jogar futebol, mas como fazia vôlei na escola, comecei a ter grande destaque no time até que um olheiro do Clube Tietê gostou de mim e me selecionou. Nessa época eu era sócio militante do Clube.

Como foi ser capitão de uma geração que revolucionou a história do voleibol brasileiro?

Foi muito bom. Fiz parte de uma geração carismática, que mudou a história do voleibol e de outros esportes também. Depois dessa geração, muitos outros esportes copiaram o projeto feito para o vôlei.

Da sua experiência no vôlei, o que você procurou passar para a equipe do Vôlei Futuro?

Sempre procurei passar tranqüilidade, calma, até porque lidava com campeãs olímpicas e experientes.

Quais são seus ídolos no voleibol atual?

No passado foram os jogadores da minha geração, como o Montanaro, que criou comigo o saque “Viagem”. Atualmente, admiro muito o Giba, o Gustavo e o Ricardinho. A nova geração coleciona muitos títulos e é considerada uma referência para o voleibol mundial

O que você diria para a pessoa que está começando no vôlei?

Meu conselho é ter muita dedicação, se comprometer e, principalmente, ter amor ao esporte.

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