Personalidades do Vôlei

Por Onde Anda?

Virna

05.09.11

Nascida em Natal, Virna começou a jogar vôlei aos 14 anos na escola. A convocação para a seleção feminina adulta foi em 1991, a convite de Wadson Lima, o então treinador da equipe. A ex-jogadora não costumava participar dos torneios principais, atuando apenas em competições de menor importância.

Com a entrada do técnico Bernardo Rezende, em 1993, passou a integrar o grupo de forma permanente. Durante dois anos, Virna esteve presente nas principais conquistas do voleibol brasileiro, tais como a medalha de ouro no Grand Prix de 1994 e os vice-campeonatos do Campeonato Mundial do mesmo ano e da Copa do Mundo de 1995, ainda na condição de reserva.

Sua grande oportunidade foi em 96, durante as Olimpíadas de Atlanta. Virna entrou no lugar de Hilma Caldeira, que fraturou um dedo do pé durante a primeira partida contra Cuba, ainda na fase preliminar. Desde então, seguiu jogando até o fim do torneio. Seu desempenho como atacante de ponta foi um dos destaques daquela Olimpíada. O Brasil conquistou a medalha de bronze, melhor colocação obtida até hoje 2008, quando o a seleção obteve a medalha de ouro pelo voleibol feminino em jogos olímpicos.

A partir de então, Virna tornou-se titular incontestável da seleção brasileira de voleibol, e uma das suas mais importantes atletas. Conquistou uma segunda medalha de bronze nas Olimpíadas de Sydney, e mais três títulos do Grand Prix (em 1996, 1998 e 2004). Virna ainda jogou uma temporada no campeonato Italiano de voleibol (série A-1) defendendo a equipe do Chieri, quando obteve a sexta colocação. Em 1999, recebeu quatro dos sete prêmios individuais distribuídos no Grand Prix, entre eles os de melhor jogadora e melhor atacante do torneio.

Em seguida, passou a atuar no vôlei de praia ao lado de Sandra Pires. A ex-jogadora conquistou títulos da Superliga 2000/2001, pelo Flamengo, seu clube de coração, e de 2008/2009 pelo Rexona-Ades, em sua despedida das quadras. Fã de Zico, Virna fazia questão de usar a camisa 10 pelos clubes onde passou.


Atualmente, Virna é empresária e comentarista de esportes na Rede Record.

VB - Você pensava em ter outra profissão na época?

Virna: Sim, sonhava em ser modelo.

VB - Quais eram seus ídolos do vôlei na época?

Virna: No passado eu era fã da Isabel e da Heloisa. Da geração atual, admiro muito a Sheilla, pela sua competência, caráter e boa índole.

VB - O que você aprendeu com os treinadores Marco Aurélio, Bernardinho e Zé Roberto Guimarães?

Virna: Todos foram muito importantes na minha vida. Se não fosse pelo Marco Aurélio, não teria começado minha carreira. Ele foi até Natal pedir autorização da minha mãe para me levar aos jogos. Quando era mais nova tinha muitas deficiências, e o Bernardinho me lapidou. O Zé é uma pessoa maravilhosa. Tenho muito a agradecer por tudo que fizeram por mim.

VB - Como foi trocar a quadra pela praia? Qual é a diferença entre essas modalidades?

Virna: Como eu tenho artrose nos dois joelhos, estava com muita dificuldade em treinar em quadra. Quando fiz o reforço na areia, percebi que não sentia dores. Aprendi muito nessa modalidade, acho que o atleta que treina em quadra nem sempre tem a chance de se dar bem na areia também.

VB - O que você acha da seleção feminina atual?

Virna: Acho que o vôlei atual vive um grande momento, mesmo porque o esporte é hoje o segundo maior no país e uma referência mundial. Temos um dos melhores centros de desenvolvimento do mundo, que é o Aryzão. Isso tudo se deve uma grande pessoa, que é o presidente da CBV, Ary Graça.

VB - Do que você mais sente saudade no vôlei?

Virna: Da bagunça, das competições fora de casa, das amizades. Como ficamos muito tempo longe, acabamos criando um vínculo. Hoje tenho grandes amigas, como a Leila, a Fernanda e a Ana Moser.

VB - Você tem dois filhos (Vitor, de 20 anos e Pedro, de 10 meses). Quando o Vitor era mais novo, você o incentivou a jogar vôlei? No caso do Pedro, você daria força para ele seguir a carreira de jogador?

Virna: Tive o Vitor muito nova, então acho que a distância entre nós na época fez com que ele não quisesse seguir a carreira. Hoje ele trabalha com marketing esportivo. No caso do Pedro, tenho muito mais tempo para cuidar dele do que na época do Vitor. Hoje ele já brinca com bola e se quiser seguir carreira no vôlei, darei a maior força.
 

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