
Nascido no Rio Grande do Sul, Renan Dal Zotto, foi considerado, na década de 80, um dos grandes destaques do voleibol brasileiro. Ao lado de Bernardinho, Montanaro e Bernard, Renan fez parte da geração de prata, que conquistou o segundo lugar nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984.
Além de ter representado o Brasil nesta Olimpíada, na de 80 em Moscou e 88 em Seul, quando o Brasil terminou em quarto lugar, Renan também disputou os Jogos Pan-Americanos de 79 e 87, onde conquistou a prata e nos de 83, quando o Brasil conseguiu o ouro. Em 82, disputou o Campeonato Mundial em Buenos Aires e terminou a competição com a medalha de prata.
Em 88, Renan se mudou para a Itália, onde encerrou sua carreira em 1993. Lá, conquistou dois títulos nacionais, duas Copas Itália, três títulos europeus e um Mundial de Clubes. No mesmo ano, atuou como técnico no comando da equipe do Palmeiras/Parmalat. Na mesma temporada, conquistou o vice-campeonato na Superliga Nacional, campeão sul americano e foi vice-campeão paulista.
Atuou também como treinador na Chapecó, Olympikus e a Cimed onde teve um feito inédito, conquistando já no primeiro ano de projeto, o título de campeão da Liga nacional e de campeão da Superliga nacional masculina no mesmo ano.
Administrou por 6 anos o projeto da Brasil Telecom feminino em Brasília e depois em Brusque (SC) e também idealizou e fez a gestão por 6 anos do Unisul Esporte Clube, que também se tornou campeão da Superliga Nacional.
Atualmente, Renan é gestor do Cimed/SKY em Florianópolis, que em 6 anos de existência conquistou 4 títulos da Superliga e acumula há 2 anos a função de diretor de marketing do Figueirense Futebol Clube também.
Principais Titulos como atleta pela seleção brasileira:
1979 - Prata no Pan-americano de San Juan
1982 - Prata no Campeonato Mundial de Voleibol em Buenos Aires
1983 - Ouro no Pan-americano de Caracas
1984 - Prata nas Olimpíadas de Los Angeles
1987 - Prata no Pan-americano de Indianápolis
1982 – Ouro no Mundialito no Rio de Janeiro
1983 - Ouro no Mundialito em São Paulo
V.B.: Como foi fazer parte da geração de prata, ao lado de grandes nomes como Bernardinho e Montanaro?
Renan: Fico muito feliz em saber que tive a oportunidade de escrever uma pequena parte da linda e vitoriosa historia do voleibol brasileiro.
V.B.: Você ainda joga vôlei nas horas vagas?
Renan: A correria do dia a dia é muito grande, por isso pratico somente aos finais de semana o voleibol de praia.
V.B.: O que você aprendeu nessa época?
Renan: Os maiores valores e princípios que tenho e que tento compartilhar com meus filhos e amigos, trouxe da época de atleta. As dificuldades e as superações que aquela geração teve que enfrentar, nos ensinou a não temer qualquer tipo de situação.
V.B.: Como técnico, o que você procurou passar para os jogadores mais novos?
Renan: A jamais desistir de seus sonhos.
V.B.: Qual é o seu ídolo no voleibol?
Renan: Apesar de sermos da mesma geração, o Bernard foi o jogador mais impressionante que vi jogar e de uma geração anterior eu citaria o Jean Luc (Suiço) e o Moreno.
V.B.: Como você vê o futuro do vôlei no Brasil?
Renan: Não tenho a menor dúvida que podemos continuar no topo, temos excelentes profissionais nas seleções e uma ótima estrutura física, porém temos que redobrar a atenção na renovação dos atletas, no trabalho de base.
V.B.: Atualmente você é também diretor de marketing do Figueirense. Quais são as diferenças entre trabalhar com futebol e voleibol?
Renan: No futebol existe um componente importante que é a paixão dos torcedores, resultados imediatos são fundamentais, mas consegui mostrar ao Figueirense a importância do trabalho em equipe e de se trabalhar com planejamento, mostrei o exemplo do voleibol das décadas de 80, 90 até hoje. Em 20 meses subimos para série A do Brasileirão e já conquistamos neste ano de 2011 uma vaga em competição internacional para 2012.
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