Personalidades do Vôlei

Especiais

SIMONI

25.01.2010

Pequena no tamanho, gigante na vida. Essa é Simoni Felizardo, uma menina de 12 anos que é um símbolo de coragem, força e determinação. Apaixonada por vôlei ela é, assim como o esporte, luta, garra e esperança de melhores resultados. No caso dela, uma busca diária e constante dentro e fora das quadras para que um desvio de percurso há um ano não seja empecilho para seguir firme e forte em seus objetivos na vida.

Neste mesmo período do ano anterior, em janeiro de 2009, a jovem Simoni sofreu um acidente de ônibus quando retornava, junto dos pais, de uma excursão de Aparecida do Norte para Toledo-PR, cidade onde nasceu. Tal acontecimento resultou na perda do braço direito e a fratura de seis costelas. Um abalo irreversível? Que nada.

Simoni, que é praticante de vôlei do projeto de responsabilidade social da Unilever no Brasil, o Esporte Cidadão, surpreendeu a todos e dois meses depois já estava de volta às suas atividades.

“Ela disse, ainda no hospital, que queria continuar fazendo tudo o que fazia antes do acidente. Ficamos apreensivos, mas apoiamos sua vontade. Bati uma bolinha com ela na rua antes de ela voltar ao projeto e percebi que ela conseguia proteger bem o lado do braço acidentado e jogar com o esquerdo. Disse, então, para os meus pais (Waldemiro e Iracema): ‘Deixa ela ir’”, conta a irmã Silvia.

Simoni joga mini-vôlei, modalidade que tem quadra e rede menores do que o tamanho oficial, bola mais leve e é jogado em trio.

“O mais difícil no vôlei é o toque na bola e o mais fácil é a manchete”, diz a menina que em nenhum momento pensou em desanimar.

“Se eu desistisse de tudo, a única prejudicada seria eu mesma. Se Deus quis assim, vai ser assim. Sempre agradeço por eu e meus pais estarmos vivos”, finaliza a pequena de Toledo.

De acordo com a professora Mara Regina, os treinos não sofreram mudanças para atender as necessidades da menina.

“Ela é que foi se adaptando às novas formas de jogar. Na verdade, foi um processo de superação não só da Simoni, mas de todo o grupo”, conclui Mara.

Fã do técnico Bernardinho, a quem deu um quadro de sua autoria – pintar é um de seus hobbies – Simoni era apenas um bebê quando o treinador foi a sua cidade natal para participar da fundação do projeto Esporte Cidadão do qual, hoje, ela faz parte. Quem imaginaria que um dia ela estaria tão próxima desta fera do vôlei mundial? Talvez só ela, que nunca deixou de sonhar.

À convite da equipe da Unilever, Simoni esteve no Rio de Janeiro, ao lado da irmã Silvia e de sua professora Mara Regina, para conhecer seu ídolo. O primeiro encontro ocorreu antes da partida da equipe carioca contra o Praia Clube/Banana Boat, em 20 de janeiro, no Ginásio do Maracanãzinho. Depois a menina ainda passeou com Bernardinho, a esposa Fernanda Venturini e a filha mais nova Vitória por alguns lugares no bairro de Ipanema. Com um tímido sorriso no rosto, ela diz: “Achei o Bernardinho legal”. E a irmã finaliza o comentário: “Ele é um querido”.

Para o técnico, Simoni é um exemplo de vida. (CONFIRA VÍDEO AO LADO)

A líbero do time, Fabi, também foi citada: “Gostei de conhecer a Fabi, ela é muito guerreira”.

Durante os dias em que ficou no Rio de Janeiro, Simoni também aproveitou para conhecer as maravilhas do lugar. Foi aos pontos turísticos do Pão de Açúcar e do Corcovado, algumas praias, além de marcar presença nos treinamentos da Unilever. Antes de sair da cidade, uma lição para os cariocas: “Tudo na vida é possível. É só a gente querer”.

Para desenvolver crianças e adolescentes em regiões de baixa renda do Brasil, a Unilever e os Institutos Esporte & Educação (IEE) e Compartilhar (IC), dos atletas Ana Moser e Bernardinho, respectivamente, realizam há 12 anos o ProgramaEsporte-Cidadão Unilever, até 2008, intitulado Programa Rexona-Ades Esporte-Cidadão. O Programa Esporte-Cidadão Unilever, que já atendeu mais de 70 mil crianças, entre 7 e 15 anos, nos Estados de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro. Atualmente, o programa conta com 46 núcleos, totalizando 6,5 mil vagas. O IEE coordena 26 núcleos, sendo que 24 estão distribuídos em São Paulo, abrangendo a capital Sorocaba, Indaiatuba e Itatiba, e dois no Rio de Janeiro.

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