
17.11.2009
Diz o ditado:”Por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher”. Mas, neste caso, o correto é: “Por trás de um time campeão, há uma grande mulher”. Trata-se da estatística da Seleção Brasileira Adulta Masculina de Vôlei e do time do Unilever, ambos comandados pelo técnico Bernardinho. Ela é Roberta Giglio, paulista, 38 anos de idade, 15 dedicados ao voleibol brasileiro e desde 1998 seguindo Bernardinho, quando ele ainda treinava a equipe feminina.
Na altura, uma pequena no meio de gigantes. No talento, uma gigante nos bastidores de um grupo campeão. Robertinha, como é carinhosamente chamada pelos atletas, é a responsável por passar as informações das jogadas durante a partida, dos números de ataques/bloqueios certos e errados dos atletas, lances dos times adversários. Resumindo, ela estuda as equipes que vai enfrentar e passa esse conteúdo para análise do técnico Bernardinho pra que ele possa montar a estratégia de jogo.
No bate-papo informal durante a concentração da seleção masculina no Centro de desenvolvimento do Voleibol, em Saquarema-RJ, Roberta falou ao VôleiBrasil, entre outras coisas, da importância de Bernardinho em sua vida.
INÍCIO DE CARREIRA
“O vôlei começou a fazer parte da minha vida quando eu ainda cursava Educação Física na faculdade. Sempre gostei muito do esporte. Com 15, 16 anos comecei a dar aulas em São Paulo. Fiz um curso de estatística para trabalhar numa competição, procurava saber de toda a parte metodológica/pedagógica quando ia aos treinos. Fui chamada para trabalhar numa competição e assim surgiu a oportunidade”.
“Fui apresentada a ele pelo Renan. E a minha relação com o Bernardo é maravilhosa. Ele tem muita confiança no meu trabalho. Apostou em mim, foi fundamental para o meu crescimento no vôlei. Me ajudou muito no início, inclusive financeiramente. Foi ele quem comprou o meu primeiro computador. Ele teve paciência pra que eu desenvolvesse um software que atendesse as necessidades. E ele é como eu, está sempre buscando algo novo”.
O VÔLEI ATUAL
“O voleibol de hoje é um jogo de xadrez, onde a força física é determinante, principalmente, no masculino. Então, vai vencer quem conhecer mais do adversário e souber levar o planejamento do papel para dentro da quadra”.
PRÓXIMAS METAS
“Profissionalmente, conseguir tirar da geração passada o que precisamos para esta nova geração. Fazer com que este grupo tenha o mesmo sucesso e que possa conquistar o bicampeonato olímpico. E, pessoalmente, após os jogos olímpicos de Londres-2012, organizar mais a minha vida. Ficar mais perto da família e curtir um pouco mais eles. Mas isso aqui é tão bom e eu gosto tanto que prefiro ainda não pensar muito em parar com esta adrenalina de viagens, concentração. Eu adoro essa maluquice! (risos)
ELAS x ELES
“Trabalho bem com as duas equipes (Unilever e seleção masculina). Não tenho problemas, mas acho que é mais fácil de lidar com eles, se adaptam melhor às mudanças”.
No fim da conversa, Robertinha, contou uma situação pra lá de inusitada nessas inúmeras andanças com a seleção mundo a fora.
“Não lembro agora qual foi o lugar, mas tivemos que fazer uma conexão inesperada e aí você acha que ficaríamos aguardando sem fazer nada? Imagina! Lá do aeroporto conseguimos alugar uma van e saímos para treinar!”
E pra quem pensa que vida de atleta é só glamour, ela enviou algumas fotos de um vôo para a Bulgária. Vejam na galeria ao lado algumas fotos do avião que eles encararam. Ela, claro, também!! Nessas horas, como é bom ser pequena!
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