Personalidades do Vôlei

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Pedro Solberg

Pedro Solberg definitivamente não é uma pessoa conformada com o que a vida lhe deu de presente assim que ele nasceu. Criado na Zona Sul do Rio de Janeiro com os dias ensolarados, a noite agitada e as meninas do Leblon, Ipanema, Gávea e redondezas à sua volta, ele não transformou as facilidades em acomodação.

Filho de Isabel, uma das maiores jogadoras do vôlei brasileiro em todos os tempos, seguiu os passos da mãe e nem sequer deu espaço às inevitáveis comparações: se destacou desde as categorias de base e é o atual campeão do Circuito Mundial e Rei da Praia. Em entrevista exclusiva ao site VôleiBrasil, o carioca fala da adaptação ao novo parceiro, Pedro Cunha, do fim da dupla com Harley, se revela um fã da dupla Ricardo e Emanuel e, sem qualquer hipocrisia, admite que sempre conciliou a carreira de sucesso com as tentações da noite carioca.


VôleiBrasil.org.br - Como está sendo a adaptação à dupla com o Pedro Cunha?

Pedro Solberg - Excelente. Começamos a temporada com alguns bons resultados e estamos crescendo muito a cada etapa disputada. Já tinha jogado com o Pedro quando éramos sub-21 e tivemos sucesso à época. Estamos nos readaptando e nosso entrosamento vem melhorando muito.


VôleiBrasil.org.br - Em que nível vocês podem chegar e qual a expectativa para o Mundial na Noruega?

Pedro Solberg - Acredito que posso formar com o Pedro Cunha uma dupla de ainda mais sucesso do que a que formei com o Harley. Estou evoluindo como jogador, porque até ano passado jogava na entrada de rede e agora jogo na saída. Além disso não tem pressão, porque estamos começando um trabalho. Desta forma, estamos mais soltos em quadra e isso ajuda a fazer com que nosso jogo flua muito mais facilmente.


VôleiBrasil.org.br - Curiosamente você mudou de parceiro após o título do Circuito Mundial, ano passado. Por que essa decisão foi tomada e de que forma se deu o fim da dupla com o Harley? 

Pedro Solberg - Adoro o Harley e desejo toda sorte à dupla que ele formou com o Alysson. O fim da dupla foi um processo natural que sempre acontece após algum tempo e aconteceu sem nenhum problema ou mágoa.

VôleiBrasil.org.br - Você convive desde sempre com o fato de ser filho da Isabel, uma das maiores jogadoras da história do vôlei brasileiro. Que influência este fato exerce na sua carreira? 

Pedro Solberg - Sempre respondo dizendo que não sei qual é a diferença entre ser ou não ser filho da Isabel simplesmente porque não tenho nenhuma experiência em não ser filho dela (risos). Brincadeiras à parte, sou um privilegiado porque sempre tive uma grande jogadora me orientando o tempo todo e me mostrando o melhor caminho. Isso certamente me ajudou e ainda ajuda muito, porque ela está sempre presente dando conselhos sobre como me comportar fora de quadra e como melhorar dentro dela.

VôleiBrasil.org.br - Você tem 23 anos, é nascido e criado na Zona Sul do Rio de Janeiro, lugar de belas praias, mulheres e vida noturna agitada. É difícil conciliar isso tudo com a vida de atleta?  

Pedro Solberg - Acredito que consigo administrar tudo isso de uma forma que não me prejudique na minha profissão. Sempre gostei de sair, beber, fiz e ainda faço minhas besteiras às vezes, porque sou jovem e preciso me divertir assim como todos da minha idade. Procuro não me desgastar na véspera dos jogos e os resultados mostram que essa tática vem dando certo.


VôleiBrasil.org.br - Algumas duplas de sucesso, como Ricardo e Emanuel, evitam a convivência diária fora da quadra e acreditam que isso é uma fórmula para manter o time unido dentro de campo. Como é a sua relação com os seus parceiros? 

Pedro Solberg - De fato eles não são de sair muito nem de estar junto com os outros atletas nas etapas do Circuito Banco do Brasil, nem do Mundial. Mas são ótimas pessoas, sempre me trataram com muita educação e cordialidade. Além disso são um exemplo para mim, porque são vencedores há muitos anos. Ter motivação para seguir buscando títulos mesmo depois de ganharem tudo é uma virtude e tanto. Se eu encerrar a minha carreira tendo vencido parte do que eles conseguiram, serei um cara realizado. Quanto à formula que escolheram para ajudar na longevidade da dupla, eu prefiro ter mais convivência com meus parceiros. Lido melhor com eles se, às vezes, também tivermos uma vida social em comum. Gosto até de sair com companheiros de outras duplas quando estou viajando. Relaxo mais assim do que ficando no quarto do hotel.

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