
Paula Renata Marques Pequeno, ou melhor, PAULA PEQUENO, foi a melhor jogadora da Olimpíada de Pequim-2008, deixou a China consagrada e esperava por um 2009 que desse sequência a um projeto que tem como próximo grande objetivo a conquista do Mundial de 2010. As coisas, infelizmente, aconteceram de maneira diferente e a ponteira passou parte do ano de 2009 tentando se recuperar de uma lesão no joelho esquerdo.
Para Paula, porém, tentar tem sido sinônimo de conseguir. Guerreira, encarou uma cirurgia delicada como um 'problema resolvido' e está de volta. Desde a semana passada vem treinando normalmente com a seleção feminina em Saquarema. Foi lá que, após o quinto turno consecutivo de treinamentos em três dias, concedeu entrevista excusiva ao VôleiBrasil e não deixou dúvidas. Mais do que estar de volta, ela voltou COM TUDO!!!
VôleiBrasil.org.br - Como você avalia o seu retorno aos treinos?
Paula Pequeno - Sempre há o que melhorar, o mais importante é aproveitar da melhor forma possível cada minuto de treinamento e, aos poucos voltar ao meu melhor ritmo tanto físico quanto técnico.
VôleiBrasil.org.br - Como você vê o estágio atual do time, com toda renovação feita desde Pequim?
Paula Pequeno - Desde o início esse novo grupo tem mostrado o que é. A partir do momento em que foi formado, ganhou tudo que disputou. As mais experientes continuam em grande forma e as meninas que chegaram são extremamente talentosas e dedicadas.
VôleiBrasil.org.br - Em algum momento da sua recuperação, temeu não conseguir seguir a carreira treinando em alto nível?
Paula Pequeno - Temer não é comigo! O maior sofrimento aconteceu na Superliga, porque eu não estava bem fisicamente e acabei entrando e saindo do time. Depois que fiquei ciente de que o melhor a fazer era operar, encarei o problema como resolvido. Precisava de três meses para me recuperar, conversei com o Zé Roberto e ele respeitou muito meu tempo, além de ter me dado força e um grande respaldo. Sei que aqui ninguém tem lugar cativo, mas amo vôlei e ter uma vaga neste time é o que eu chamo de ‘meu lugar ao sol’.
VôleiBrasil.org.br - E jogar na Rússia, é mais um desafio? Você chegou a pedir conselhos ao Giba, que se deu muito bem por lá?
Paula Pequeno - Sim, claro. Quero ir lá aprender com elas, até pra usar quando jogarmos contra (risos). Sei que também poderei ensinar a elas e acho essa troca importantíssima. Conversei com o Giba e ele disse que eu não iria me arrepender.
VôleiBrasil.org.br - A próxima grande competição é o mundial. Depois dele e de Londres-2012 estará chegando a hora de se despedir da seleção?
Paula Pequeno - Não, de jeito nenhum vou marcar data. Enquanto eu conseguir me ver ajudando o vôlei, não paro de jogar nem na seleção nem nos clubes. Agora nosso próximo objetivo é o mundial, é um título que o Brasil não tem e que a minha geração ficou muito próxima de conquistar. Depois buscaremos o bi olímpico e vamos seguir em frente. Como estou em fase de recuperação e retorno ao time, porém, quero pensar degrau por degrau. Que venha o Sul-Americano!
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