
18.01.2011
Carinha de menina, jeito de moleca e ataque de gente grande. Já deu para perceber que estamos falando da ponteira da seleção e oposta do Sollys/Osasco, Natália Zílio Pereira. A catarinense de apenas 21 anos, viaja o mundo com a seleção, mora longe dos pais desde os 16, mas encontra nos amigos uma nova família.
Em entrevista exclusiva ao VôleiBrasil, Natália fala sobre Sollys, amadurecimento, amizades, responsabilidades, e claro, sobre o seu lado engraçado.
O que é o Sollys/Osasco pra você?
Bom o Sollys pra mim hoje é uma realização! Estar podendo jogar com grandes atletas da atualidade e estar contando com a ajuda de vários profissionais que, além disso, são grandes homens e mulheres, é tudo o que uma atleta almeja na sua carreira!
Como é a sua relação com as meninas do time? Quem é a sua amiga do grupo?
Minha relação com elas é a melhor possível, tenho a sorte de, além de estar ao lado de grandes jogadoras dentro de quadra, também são minhas amigas fora dela. Bom, pra mim a palavra AMIGA é muito forte. Todas eu gosto e tenho um carinho especial!! Hoje posso dizer que tem duas jogadoras que considero minhas AMIGAS. Tenho mais intimidade, já moramos e estamos jogando juntas há alguns anos que são a Ana Tiemi e a Camila Brait!

Que tipo de lugar você mais gosta de frequentar em São Paulo?
Gosto muito de frequentar restaurante japonês, shopping e a casa dos meus amigos, sempre que posso faço uma visita. Nada melhor do que estar na companhia de pessoas que nos fazem bem!
Você começou no vôlei profissional muito nova. Se arrepende de ter “perdido” parte da sua adolescência? Do que mais você sente falta na vida “normal”?
Não vou dizer que me arrependo, mas às vezes paro pra conversar com alguma amiga e vejo as responsabilidades que tive que assumir ainda menina. Até hoje as pessoas falam que sou uma ''criançona''. Acho que tudo tem a sua hora. Se tive que começar cedo, foi melhor pra mim na vida profissional e pessoal, procuro sempre ver o lado positivo da situação. Até porque ninguém me obrigou a nada, aceitei porque amo o que faço! Só sentia e sinto falta de ter minha família e meus amigos de infância por perto!
Ainda muito jovem, deixou sua família e sua cidade para seguir em busca de um sonho. Como foi o começo da fase "se virar sozinha"?
R: No começo foi um pouco complicado. Eu sempre fui muito dependente dos meus pais, então senti muito ficar longe! Mas aos poucos nós vamos formando uma família por onde passamos. Todas estão longe das famílias e das pessoas que gostam, então acabamos suprindo a falta com as amizades construídas!

O que mudou naquela menina de 19 anos que vivia sua primeira experiência na seleção adulta para a Natália de hoje?
Sempre falo que cada dia que passa é um aprendizado. Sempre tive ao meu lado grandes jogadoras e grandes técnicos. Com isso, vou aprendendo dia a dia com eles. Isso é o que me faz crescer! Hoje posso dizer que estou um pouco mais madura, mas ainda tenho um longo caminho pela frente para chegar onde eu quero.
Você foi indicada como uma das “responsáveis” pelo título do Sollys/Osasco na Superliga passada. O que você sentiu quando o jogo terminou?
Senti um cansaço imenso! Hahaha brincadeira... Eram tantos sentimentos juntos... É difícil de explicar! Não foi porque nosso time ganhou, mas foi uma das finais mais emocionantes da minha vida. Era a adrenalina lá em cima, junto com alivio, alegria, vontade de chorar... Era muita emoção! Se pudesse voltar ao tempo pra reviver tudo aquilo seria muito bom! Até hoje quando vejo algum vídeo daquele jogo me arrepio inteira!
Quais são seus planos e metas para o futuro? Pensa em jogar no exterior?
Não tenho nada em mente. Vou esperar essa temporada acabar para decidir! Exterior ainda acho cedo, pretendo ficar por alguns anos aqui no Brasil. Sem dizer que a Superliga vem crescendo a cada ano, então não vejo motivos para sair!
Você tem fama de brincalhona. Então, conte pra gente uma situação engraçada que tenha acontecido nos treinos, viagens ou jogos do Sollys.
R: Foi no Grand Prix do ano passado (2010). Estava eu e a Sassá fazendo exercícios com elásticos, sendo que os elásticos estavam amarrados na cadeira do árbitro! Nisso as duas ''espertas'' amarraram do mesmo lado, e na hora que fomos puxar pra começar a fazer, só escutamos um ÓÓÓÓÓÓÓ vindo da torcida. A hora que eu olhei pra trás, só vi a cadeira vindo na nossa cabeça... Sorte que reagi logo e consegui segurar. Mas eu não conseguia parar de rir e a Sassá com os olhos arregalados. Na hora deu medo, porque alguém poderia se machucar.
Deixe a sua mensagem para os torcedores.
Queria agradecer a todos os torcedores, não só do Sollys, mas também do Brasil, que torcem pelo meu sucesso e pelo voleibol de um modo geral! Muito obrigada pelo carinho de todos. Se não fosse a torcida e o incentivo de vocês, com certeza o voleibol não teria chegado onde chegou!! Espero ainda poder trazer muitas alegrias para o nosso País com meu voleibol! Um beijo grande a todos e obrigada de coração!

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