Personalidades do Vôlei

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NATÁLIA - A Revelação

Um fenômeno. Não há forma melhor de definir a catarinense Natália Zilio Pereira, 20 anos, 1m84, 83kg e uma combinação de força e talento que impressiona quem a vê jogando nas quadras pelo mundo afora ou mesmo malhando e treinando no CDV-Saquarema. Foi lá que a ponteira, uma das principais jogadoras da seleção na campanha do octacampeonato do Grand Prix concedeu esta entrevista exclusiva ao site VôleiBrasil.

Após falar com a jogadora, colhemos o depoimento de uma das pessoas que mais a conhece e tem capacidade para analisá-la. O relato que segue abaixo deixa claro o diamante bruto que o vôlei brasileiro tem nas mãos:

“Natália é um talento do vôlei brasileiro. Vem evoluindo, melhorando e, com isso, todo potencial que ela tem está aparecendo. Se destacar cada vez mais e se tornar uma das melhores do mundo depende só dela ter determinação, garra, concentração em treinos e jogos, cuidados pessoais e com todos os detalhes que fazem com que uma atleta seja uma grande jogadora. Desde que a conheço ela demonstra tudo isso e, sendo assim, acredito que ela está em um bom caminho”.

Assinado, José Roberto Guimarães.

 

VoleiBrasil.org.br - Você já pode ser considerada um fenômeno por brilhar na seleção adulta aos 20 anos de idade. Como começou sua história com o vôlei?

Natália - No colégio, como começa a de quase todo mundo. O professor era técnico do time da cidade, conversou com os meus pais e eles deixaram que eu começasse a treinar. Fiquei lá de 1999 a 2003 e depois joguei na seleção catarinense, em 2004. Me destaquei e fui convocada para a seleção brasileira, infanto-juvenil em 2005.

 

VoleiBrasil.org.br - Após cinco anos sendo convocada, você pode fazer uma auto-análise da evolução do seu jogo ao longo desse tempo? 

Natália - Além do trabalho na seleção, disputei minha terceira Superliga com o Osasco, coisa que, evidentemente, contribuiu muito para que eu melhorasse em todos os fundamentos. Aqui com o Zé evolui muito meu passe e, de uma forma geral, minha forma de pensar o jogo, jogar mais com a cabeça.

 

VoleiBrasil.org.br - Depois do sucesso no Grand Prix, quais são seus objetivos até o fim do ano e nos próximos?

Natália - Ainda neste ano temos como o Sul-Americano e a Copa dos Campeões, mas não há como negar que nosso próximo grande objetivo é a conquista do Mundial adulto, que o Brasil ainda não ganhou, e, particularmente falando, claro que quero ser campeã olímpica.

 

VoleiBrasil.org.br - Você chegou com pouca idade a um grupo campeão olímpico. Qual ou quais das jogadoras mais experientes são suas referências?

Natália - Todas me receberam muito bem, mas tenho como grande exemplo a Paula Pequeno, tanto no campo profissional quanto no pessoal, pela história de superação que ela tem. Quando a observo na quadra vejo muitas características que quero melhorar no meu jogo.

 

VoleiBrasil.org.br - Você já tem um bom número de grandes atuações e títulos na seleção desde as categorias de base, conseguiria eleger o momento mais emocionante da sua carreira até agora?

Natália - Pelo time adulto sem dúvida foi o Grand Prix, mas não posso deixar de citar os Mundiais infanto, em 2005 e juvenil, em 2007. Fui eleita a melhor jogadora nos dois!

 

VoleiBrasil.org.br - Para encerrar, como é a Natália nos dias de folga? O que você gosta de fazer quando não está na rotina de treinos, jogos e descanso?

Natália - Compras! (risos) Adoro ir ao shopping! Além disso, gosto de comida japonesa e sou viciada em internet.

 

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