
07.10.2009 - Atualizada em 12.11.2009
Não tinha como seguir por outro caminho...a paixão pelo vôlei é familiar, está no ‘sangue’! E quem agradece são os fãs! Murilo Endres, 28 anos, gaúcho de Passo Fundo (RS), considerado um dos veteranos da atual seleção, é um dos remanescentes da geração olímpica de Pequim-2008 que conquistou a medalha de prata, além de contabilizar em seu currículo um campeonato mundial e cinco títulos da Liga Mundial.
Muito gentil e simpático (um pouco tímido! rs), o ponteiro do time brasileiro e do Clube Sesi-SP – do técnico Giovane, de quem ele disse ser um dos seus ídolos - topou conceder esta entrevista exclusiva ao VôleiBrasil após ter suado a camisa em um treino no CDV-Saquarema. Quem vê o jeito tranquilo e sereno dele fora das quadras, nem imagina que quando entra para jogar vira uma ‘fera’, derruba o adversário com o seu saque arrasador e vira um paredão na hora de bloquear. Esse é o jeito Murilo de ser...Sorte da Jaqueline que tem um craque em casa!
Agora vamos conferir um pouco como foi esse bate-papo!
Como foi o início da sua carreira e a experiência de jogar fora do país?
Jogava vôlei em casa com o Gustavo e os meus tios participavam dos campeonatos municipais, então era um estímulo. Aos 17 anos saí da minha cidade e fui para São Paulo jogar profissionalmente. Fiquei cinco anos no clube Banespa e fui bicampeão paulista (2001 e 2002)*. Depois atuei duas temporadas pelo Suzano e fui para a Itália, onde morei por quatro anos. Jogar fora foi excelente para o meu crescimento como atleta, os campeonatos europeus são muito fortes, em especial o italiano que era onde eu atuava. Lá eu jogava com os melhores atletas do mundo e depois jogaria contra eles pela seleção.
* Hoje Murilo acumula mais um título paulista conquistado em novembro com o Sesi-SP.
E como avalia o seu retorno ao vôlei brasileiro e a temporada 2009/2010 da Superliga?
Voltar ao Brasil foi muito positivo, além de poder ajudar o esporte no meu país ainda poderei ficar mais perto da minha família. E acredito que com a volta também de outros grandes atletas, o vôlei nacional em termos de clubes só tem a crescer. A próxima Superliga com certeza será mais disputada, terá mais times com chances de lutar pelo título, o nível técnico será maior, vamos ganhar em qualidade e teremos um campeonato mais forte.
Como foi jogar pela seleção ao lado do seu irmão?
Maravilhoso. O Gustavo sempre foi um espelho pra mim. O pouco tempo em que jogamos juntos representando o Brasil contribuiu muito na minha carreira. Eu sempre recorria a ele para pedir conselhos. Era muito exigente comigo, me colocava em dificuldades e falava para eu sempre dar o meu máximo nos treinamentos. Só agradeço.
Que momentos da sua carreira até agora você lembra com mais emoção?
Quando fui campeão do Campeonato Mundial Juvenil em 2001, na Polônia, pois foi a minha primeira competição internacional. E, mais recentemente, a final da Liga Mundial na Sérvia, que joguei como titular e também conquistei o título.
Quais são os seus próximos objetivos?
Profissionalmente, seguir a filosofia de trabalho implantada pelo Bernardinho e conseguir manter os bons resultados para chegar à conquista da próxima olimpíada, em Londres-2012. E, pessoalmente, o meu casamento* com a Jaqueline (também jogadora de vôlei, atualmente contratada do Osasco).
* Murilo e Jaqueline já estão casados desde o dia 22.10
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