
Entrevista realizada em 04 de fevereiro de 2010, no Centro de Desenvolvimento do Voleibol (CDV), Saquarema/RJ.
Por mais que falem que foi sem querer o início no voleibol, não foi por acaso que este esporte entrou na vida de duas belas irmãs de Santa Catarina. Quem viu as meninas jogando futsal e percebeu que o caminho delas era o vôlei, tem mesmo muita visão. Pois é, foi assim o começo das gêmeas Marina e Simone Scherer. Do futsal para o voleibol!
“Eu não era muito de esporte, gostava de bonecas. Mas a minha irmã jogava futsal e acabou me levando. Eu ia só pra implicar com ela (risos). Daí fomos descobertas”, falou Simone.
Elas começaram aos 12 anos e, hoje, aos 15, integram o grupo de 19 meninas aprovadas para a Seleção Brasileira Infanto-Juvenil. Durante uma semana foram avaliadas pelo técnico Antonio Rizola, junto de mais 42 meninas que passaram pela peneira realizada no Centro de Desenvolvimento do Voleibol, em Saquarema/RJ, no início de fevereiro. A cada atleta cortada, a expectativa do que estaria reservado para elas. Era o sonho perto de se tornar realidade.
“Até o primeiro corte não tinha caído a ficha. Mas quando ficaram 25 meninas, já sabia que ia ficar”, disse Simone, que confessou dar a notícia da vaga na seleção em primeira mão ao namorado!
“Foi muito grande a surpresa de estar entre as 44 meninas. Eu rompi os ligamentos do ombro dois dias depois do meu aniversário de 15 anos, em junho de 2009. E a lista das convocadas para a peneira saiu em novembro, quando eu estava apenas há um mês e meio treinando. Então não esperava mesmo. Quando começou o corte, não sabia o que aconteceria. Estava sempre rezando”, completou Marina, que contou a conquista primeiro para sua técnica por meio de mensagem no orkut.
Pois é, a “ficha” vai cair aos poucos. Imagina com 15 anos ter que administrar a saudade da família, dos amigos, a distância do namorado, os estudos, o fator psicológico, emocional...Com certeza, fácil não é. Só mesmo pela vontade de alcançar vôos mais altos conseguem encarar com maturidade esta realidade.
“A minha responsabilidade agora quando voltar para casa será muito maior do que quando cheguei aqui em Saquarema. A prioridade será o vôlei”, disse Simone.
“Já temos uma rotina no clube, então fica mais fácil. Sabemos que temos que abrir mão de alguns programas. Não dá para voltar tarde”, finalizou Marina.
As duas irmãs estão muito focadas na carreira e como gêmeas que são, também estão alinhadas no pensamento. Sorte dos pais das meninas, felicidade dupla do casal.
Não poderia faltar a pergunta sobre seus ídolos. As irmãs se declararam fãs de atletas que atuam nas mesmas posições que as suas. A central Simone tem como ídolo a capitã da Unilever, Fabiana. Enquanto a ponta Marina disse ter admiração por Paula Pequeno, que atua no voleibol russo, e a Natália que defende o Sollys Osasco. Todas atletas da seleção brasileira adulta. Da seleção masculina, Marina citou o levantador da seleção brasileira e Cimed/Malwee, Bruno Rezende.
“Ele mostrou competência e capacidade para superar o fato de ser filho de Bernardinho. Chegou até aqui por méritos dele”, falou Marina.
Marina e Simone Scherer atuam pela equipe Nova Trento (SC), que ainda conta com a atleta Rosamaria Montibeller, também selecionada para o grupo da Seleção Brasileira Infanto-Juvenil.
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