Personalidades do Vôlei

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LUIZOMAR DE MOURA

Luizomar de Moura completará 43 anos no final do mês de maio, é casado, tem dois filhos e um bom salário. A descrição inicial de um homem de meia idade nessas condições de vida já daria ao interlocutor a idéia de que se trata de um homem feliz.

Como se não bastasse, a pessoa citada acima é um técnico com diversos títulos pelas seleções de base do Brasil, um dos responsáveis pela formação de, entre outras, a craque Natália, e comanda um dos elencos mais qualificados do voleibol brasileiro: o do Sollys/Osasco.

O treinador da equipe da grande São Paulo concedeu entrevista ao site VôleiBrasil no início da tarde desta sexta-feira e falou, entre outros assuntos, da invencibilidade do time – que até o momento dura oito jogos – da felicidade que sentiu ao abraçar o projeto da Nestlé de manter grandes estrelas jogando no vôlei brasileiro e, pensando em seleção brasileira, disse ver com bons olhos algumas das meninas que revelou tendo oportunidade de atuar como titular em suas equipes.

Pois é...Luizomar é um homem feliz


Ana Tiemi, Jaqueline, Sassá, Adenízia, Thaisa, Natália, Camila Brait, etc. É o melhor elenco que você já comandou em clubes?

Não gosto de fazer esse tipo de análise nem de usar palavras como estrelas, etc...Aprendi que o que faz um elenco forte é o comprometimento das atletas com o projeto e isso é algo que acontece no Sollys. A volta da Nestlé foi extremamente importante, porque a empresa veio pensando grande, mantendo a filosofia do antigo patrocinador, ou seja, mesclar uma boa quantidade de jogadoras consagradas com a aposta em novos talentos.

Depois de um início titubeante no campeonato paulista, seu time ainda não perdeu nenhuma partida na Superliga. Você esperava uma arrancada tão grande?

Não dá para pensar muito em quantos jogos ficaremos sem perder. Nosso grande objetivo é manter o que foi feito nas primeiras temporadas, quando lutamos pelo título até a final. Estou convicto de que estamos em um bom caminho para que que isso seja alcançado.

Você perdeu uma referência no time, que era a Paula Pequeno, mas ganhou a Jacqueline, outra jogadora reconhecidamente talentosa. Como está a adaptação dela ao grupo dentro e fora de quadra?

A saída da Paula claro que foi sentida, mas amenizamos o baque que poderia ter sido porque hoje temos várias líderes no grupo. Um exemplo é a Carol Albuquerque, uma campeã olímpica que hoje em dia ajuda muito a Ana Tiemi, atual titular na posição de levantadora. Quanto à Jacque, é uma menina extremamente motivada e está sendo muito gostoso trabalhar com ela no dia-a-dia. Está sempre de bom humor e, mesmo sendo jovem, tem muita experiência e dá um ótimo suporte às mais novas. Essa química está dando muito certo.

Há um consenso no mundo do vôlei quanto ao potencial da Natália e você é um dos treinadores que mais a conhece. Qual sua análise sobre as possibilidades dela no futuro e como se faz para lapidar esse diamante bruto?

Conheço a Natália há seis anos e o currículo dela é realmente impressionante. Ela sempre foi a melhor jogadora do mundo na categoria dela e ganhou todos os prêmios possíveis nas competições que disputou. Sempre me preocupei em trabalhar para que ela consiga suportar a pressão natural que existe e corresponder a toda essa expectativa. Fico feliz em afirmar que a vejo amadurecer a cada ano. Já jogou como oposta no clube, como ponteira na seleção e neste ano voltou a atuar como oposta e é uma das líderes das estatísticas de pontuação. Ela sabe da responsabilidade que tem tanto no Sollys quanto na Seleção e tem tudo para que seu jogo siga evoluindo.

Estamos perto do fim do primeiro turno da Superliga. Qual a sua análise da competição até o momento?

Hoje as duas equipes que vem brigando nas últimas Superligas são as que estão invictas (Além do Sollys a Unilever é o outro time que não perdeu na competição), mas temos outros candidatos, como o Pinheiros, que é um time que, por não ter jogadoras que sempre servem à seleção, joga junto o ano inteiro e tem ótimo entrosamento, a Blausiegel/São Caetano tem um grupo com três campeãs olímpicas e o Minas, com as estrangeiras jogando muito bem e ajudando na melhora de rendimento das jogadoras mais jovens.

Falando como técnico das seleções de base, você está vendo com bons olhos o rendimento das jogadoras mais jovens na Superliga?

Quanto a isso demos um grande passo com o projeto do Macaé Sports. Me envolvi no projeto e tenho muito a agradecer a prefeitura da cidade por tê-lo abraçado. Há diversas campeãs mundiais tendo oportunidade de jogar como titulares e isso é importantíssimo para o vôlei brasileiro, porque atuar em uma Superliga dá um grande amadurecimento a essas meninas. Estou feliz também porque as levantadoras campeãs nas categorias de base comandam suas equipes, caso do Macaé e do Mackenzie. Tenho observado os jogos na medida do possível e estou muito satisfeito.

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