Personalidades do Vôlei

Especiais

HARLEY

18.01.2010

O atleta brasiliense fez um balanço do ano vitorioso ao lado de Alisson, falou da paixão pelo Rio de Janeiro – cidade onde treina –, Olimpíada de Londres-2012, dos seus ídolos no vôlei, contou histórias inusitadas que já vivenciou em algumas das várias viagens pelo mundo, além, é claro, das suas expectativas para este ano ao lado do companheiro Billy.

2009 - Ano da parceria com Alisson

Foi maravilhoso. Em um tempo tão curto conquistamos muitas coisas, foram vários os grandes momentos. Sempre joguei ao lado de atletas mais velhos e jogar com o Alisson foi muito importante para a minha carreira, pois nessa parceria, tive que comandar, ser o capitão.

Fim precoce desta dupla

De certa forma foi uma surpresa, pois estávamos tendo grandes conquistas. Mas temos que ver o que é melhor para cada um. Então tenho que respeitar a escolha dele. Antigamente eu até brincava que sempre que eu começava a ficar bem no ranking vinha o Tande e levava o meu parceiro (risos). Mas hoje tenho a cabeça diferente e tranquila. Penso no que vem daqui pra frente.

Olimpíadas Londres-2012

Sem dúvida que essa é a minha principal meta, mas tem muita coisa até lá. Então é pensar passo-a-passo, preparar bem este ano para no próximo, que é o que classifica para os Jogos, estar em plenas condições de conseguir a vaga.

35 anos - corpo e disposição de garoto

Quando você faz o que gosta isso faz a diferença. Eu me divirto jogando. Aos 35 anos, acho que vivo o meu melhor momento, estou na minha melhor forma. O Franco é um exemplo pra mim. É um cara que gosta de jogar e esta aí, aos 42 anos participando do Circuito.

Brasiliense que adotou o Rio de janeiro

Eu adoro esse lugar. Digo que sou brasiliense com alma de carioca. Amo o clima e o astral da cidade. Em nenhum outro lugar do mundo é como aqui. Já moro aqui a mais ou menos nove anos e gosto muito do estilo carioca e a cidade é bem centralizada.

Para manter uma boa relação com o parceiro fora da quadra

O mais importante é saber respeitar a individualidade de cada um. Todos precisam do seu espaço. E quando viajamos para o mundial a convivência é ainda maior, pois ficamos três meses fora. Então o respeito é fundamental.

Ídolos no vôlei

Comecei a jogar inspirado na seleção campeã olímpica em Barcelona-1992. Marcelo Negrão, Maurício, Tande, acho que todos tinham eles como ídolos. E depois veio o Nalbert. De todos tiro um pouco. Recentemente tive a oportunidade de jogar ao lado deles no Desafio Banco do Brasil Praia x Quadra e foi uma experiência única. No fim do jogo, o Tande, que sempre foi um atleta como eu, de chamar a torcida, veio me prestar uma homenagem pelo título de melhor jogador do mundo. Nossa, fiquei muito emocionado, não tinha nem palavras.

Histórias pelo mundo afora

Com o Pedro Solberg, passei duas situações. Uma vez, na hora do embarque, estávamos passando pelo raio-x, quando o chega o Pedro no portão e diz: perdi o passaporte e o cartão de embarque. Imagina a correria que foi. Aí eu disse pra ele: procura direito nessa mochila. E não é que estava lá? (risos)
A outra vez foi em uma etapa do mundial na China. Como temos que chegar sempre antes da competição para o período de adaptação, o primeiro dia no país a gente nem dorme. E aí, fomos às compras. O lugar ficava mais ou menos a uma hora do hotel. Na hora de voltar nos perdemos e levamos duas horas para chegar ao hotel.
Neste mesmo país também me perdi com o Alisson (risos).

O que esperar de 2010

Não será fácil neste começo, a dupla é nova, temos que passar pelo período de adaptação. Vamos nos ajustar ao longo das etapas, mas as expectativas são as melhores e, com certeza, vamos em busca do título. Vai ser difícil, mas a vantagem é que, assim como eu e o Billy, novas parcerias também farão sua estreia. Então acredito que haverá um equilíbrio. Talvez a dupla Márcio e Fábio Luiz saia mais à frente por não terem trocado a formação.

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